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sábado, 14 de dezembro de 2013

Oficiais da policia espanhola salvam cachorro de morrer enforcado

A POLÍCIA LOCAL DE ARTEIXO (Corunha) SALVA CÃO DE MORRER ENFORCADO NUMA ÁRVORE.



Dois oficiais da polícia local de Arteixo (A Coruña) salvaram a vida de um cachorro prestes a ficar enforcado numa árvore. Um vizinho alertou a polícia que um cachorro estava pendurado numa árvore em Arteixo, Corunha.

Os agentes apareceram em cena rapidamente e o animal ainda estava vivo. Eles tiraram a corda e desceram-no da árvore. A polícia seguiu o protocolo nestes casos e o cachorro foi levado para o canil local. Está sendo investigada a identidade da pessoa que enforcou o cão,para lhe ser imputado o crime de abuso de animais. 
A polícia pediu a colaboração dos cidadãos para encontrar o autor deste ato selvagem ...

Corunha, Espanha

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Prioridades trocadas


O exercício físico é algo de muito importante no dia-a-dia, bem como associações, grémios, agrupamentos, etc.. Tudo em prol da diversão, o futebol é vivido com muita paixão, inclusive eu vivo muito o futebol. Mas tem um limite! Segundo informações em Espanha, o Barcelona adquiriu os direitos do passe do jogador Neymar, do Santos, por €60M/165M r$. É o culminar de uma paixão antiga, milionária, são muitos milhões desembolsados para assinar o contrato... Eu gosto de futebol, mas creio que o mundo funciona com as prioridades trocadas. Curiosamente, o Barcelona tem várias parcerias com a Unicef, apoiando algumas atividades, mas será que é suficiente na hora de fazer um balanço do sentido de responsabilidade?

domingo, 12 de maio de 2013

Os Cães do Metro


Sete dias por semana, todos os dias várias voltas, e a cada novo turno uma nova voz e novas mãos para segurar o mesmo cinto, homens diferentes a dar as mesmas ordens. As horas passam e os homens voltam para suas casas, mas eles permanecem lá.

Seu olhar é o de um náufrago em plataformas com um horizonte de túneis e escadas. Sons das palavras e vagões e vagões, palavras, palavras ... e um novo vagão ... loop de pegadas e a luz e o oxigénio sempre enlatados e a boca constantemente prisioneira, como os olhos, o nariz, as orelhas, o corpo e a alma, como a alegria, as brincadeiras e a esperança, enterrada viva em massa. 

São cães, principalmente pastores alemães, da empresa de segurança do Metro. A cidade não importa, porque o padrão se repete. Recentemente, ouvi como um vigilante dizia a um recém-chegado: "Se puderes escolhe patrulhar com um companheiro e não com um cão de patrulha. Eles estão meio loucos porque não descansam e tem que ir em cada turno com uma pessoa diferente". Bem, quem não ficaria louco no seu lugar?


Não existe respeito e não há espaço para a liberdade na sua vida, ele arrebatam-nos em troca de uma folha de pagamento que não existe, de modo que os exploram até que estouram. Sim, até mesmo um cão pode ficar louco, mas no seu caso, não há exames médicos obrigatórios, nem licença médica, nenhum acordo que irá protegê-los, nem sindicato para defendê-los.

Há, isso sim, quando as pernas deixam de funcionar, quando a displasia os faz arrastar a sua dor e tristeza de estação em estação, um único destino, em recompensa a muitas horas de trabalho e exploração: o sacrifício. O escravo só é rentável em regime de escravidão, por isso, uma vez doente sai mais barato executá-lo que procurar cuidados médicos.

Essa é a realidade dos cães de segurança com que te cruzas no Metro. Eles dizem que estão lá para te proteger. Não acredites nisso, são eles que precisam da tua protecção, porque eles são as verdadeiras vítimas. E se um destes dias em que estás a caminho do trabalho ou de casa e parares por uns segundos ao lado de um, e o olhares nos olhos, eu juro que me entenderás, porque podes ler neles um gemido silencioso de pedido de auxilio impossível de não ver e não escutar, absolutamente impossível de esquecer.

Texto escrito por Julio Ortega Fraile sobre os Cães do Metro em Espanha.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Um olhar de dentro

Um trabalhador relata a deprimente rotina vivida pelos animais no Canil Municipal de Madrid, Espanha!!

Um lugar onde as almas dos animais são destruídas. Um lugar onde a esperança não existe. Um lugar stressante também para quem trabalha ali e são os responsáveis por fazer a “limpeza” da cidade, acabando com a vida dos cães abandonados. Um trabalhador espanhol deu  o seu testemunho sobre como é o dia a dia   num canil público em Madrid,  Espanha. Para além dos animais de rua recolhidos pela camara, as pessoas levam diariamente para lá os  seus animais de companhia quando já não os querem mais.

“Acredito que é preciso chamar a atenção da nossa sociedade. Como responsável de uma Perrera[canil público], vou dividir uma coisa com vocês, um olhar ‘de dentro’ se me permitem.
Em primeiro lugar, todos os vendedores/criadores de animais deveriam trabalhar ao menos um dia   num canil desses. Talvez se pudessem ver o olhar triste, perdido, confuso dos animais, mudariam de opinião sobre criar e depois vender a pessoas que nem sequer conhecem. Esse filhote que acaba de vender terminará, possivelmente, no meu canil quando deixar de ser um filhotinho fofo. Então, como você se sentiria se soubesse que há uma probabilidade de 90% de que este cão nunca saia do canil quando vai parar ali? Seja de raça ou não. Pois 50% dos cães que entram no meu centro, abandonados ou de rua, são de raça pura 
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As desculpas mais comuns que ouço são:
- “ Mudamo-nos e não podemos levar nosso cão/gato”. Verdade? Para onde você vai  mudar que não permitem animais de estimação? E por que você escolheu viver em lugar assim em vez de outro onde seja permitido?
- “O cachorro cresceu mais do que acreditávamos”. E que tamanho você acha que chega um pastor alemão?
- “Não tenho tempo para ela”. Verdade? Eu trabalho de 10 a 12 horas por dia e ainda assim tenho tempo para os meus 6 cachorros.
- “Está estragando todo o jardim”. E por que não o deixa ficar dentro de casa?
- Sempre dizem: “Não queremos insistir para que você procure um lugar para ele, porque sabemos que será adotado certamente, é um bom cachorro”.

O triste é que seu animal de companhia NÃO será adotado! E você imagina o quão stressante é um canil público? Bom, deixa que eu te conto:
Seu animal tem 72 dias para encontrar uma nova família a partir do momento que você o deixa aqui. Às vezes um pouco mais, se o canil não estiver cheio e se ele  conseguir não adoecer. Se pegar um refriado, morre.
Os gatos nunca se livram de uma morte certa.

Gata abandonada na Perrera Municipal de Madrid, com o rosto infectado. Foto: Horror Canto Blanco

Seu animal permanecerá confinado em uma gaiola pequena, rodeada por barulhos, choros, latidos e uivos de outros 25 animais.
Ficará deprimido e chorará constantemente pela família que o abandonou. Se tiver sorte, um bom voluntário talvez pode levá-lo para passear ocasionalmente. Se não, seu animal não receberá nenhuma atenção, além de um prato de comida deslizado por debaixo da porta da gaiola e jatos de água de magueira, da limpeza da gaiola.
Se seu cão é negro, grande ou alguma raça “bull”, como pit bull, mastin etc., você deu-lhe seu atestado de morte a partir do momento que cruzou a porta do canil. Esses cães não são adotados. Não importa o quão “doce” seja ou “adestrado” esteja.

Se o seu animal não for adotado em 72 horas desde sua entrada e o canil estiver cheio, será sacrificado.
Se o albergue não estiver cheio e seu cão estiver suficientemente saudável e de uma raça atrativa, é possível que se “atrase” sua execução, ainda que não por muito tempo.
Os cães, em sua maioria , são postos em gaiolas de proteção e imediatamente sacrificados se demonstram qualquer tipo de agressão. Inclusive o cão mais tranquilo é capaz de mudar de comportamento neste ambiente.

Se seu cão se contagiar com a tosse canina (traquebronquite infecciosa canina) ou qualquer outra infecção respiratória, será sacrificado imediatamente, apenas porque nos canis não temos recursos para pagar os tratamentos necessários.

Sobre a eutanasia, para aqueles que nunca foram testemunhas de como um animal perfeitamente saudável será sacrificado:
- Em primeiro lugar, o tiram da gaiola com uma guia. Os cães sempre pensam que vão passear, saem felizes, balançando o rabo…
- Até que chegam “ao quarto”, ali todos param de repente. Devem sentir o cheiro ou captar a morte ou sentir as almas tristes que ficaram por ali. É estranho, mas acontece com todos e cada um deles.
- Seu cão ou gato será examinado por um veterinário ou dois, dependendo do tamanho e do quão nervoso estiver. Depois, um especialista em administrar a eutanásia ou um veterinario inicia o processo: encontra uma veia em sua pata dianteira e injeta uma dose de uma “substância rosa”.
- Esperamos que seu animal não se assuste ao sentir o que está para acontecer. Já vi alguns que arrancaram a agulha e acabaram cobertos de seu próprio sangue, ensurdecidos pelos seus próprios latidos e gritos. 
- Nenhum “dorme” imediatamente. Muitas vezes, sofrem espasmos durante um tempo, se sufocam e defecam.
- Quando terminar, o cadáver do seu animal será empilhado como uma lenha em um grande congelador traseiro, com todos os outros animais à espera de serem recolhidos como lixo.

Perrera de Madrid: Mais de 6 toneladas de cães e gatos sacrificados em um ano e meio. Foto: Perreras de España

 O que acontece depois? Será incinerado? O levam ao aterro? Servirá de comida para cachorros? Isso você nunca vai saber e nunca poderá imaginar. Só era um animal e sempre se pode comprar outro, não??
Acho que, se você leu até aqui, poderá imaginar e não será capaz de tirar da cabeça as imagens que eu vejo todos os dias quando volto para casa do trabalho.
Odeio meu trabalho, odeio que exista e odeio saber que sempre vai existir, a menos que vocês, as pessoas, mudem de atitude e se deem conta das muitas vidas que são prejudicadas, além das que são deixadas no canil.

Entre 9 e 11 milhões de animais morrem todos os dias nos canis e somente você pode acabar com isso. Eu faço todo o possível para salvar todas as vidas que posso, mas os refúgios protetores sempre estão cheios e todos os dias há mais animais que entram do que saem.
Não crie ou compre cães enquanto há milhões morrendo em canis.
Me odeie se quiser. A verdade dói e a realidade é essa. Só espero que, com isso, alguém possa ter mudado de ideia sobre criar ou comprar um cão e de abandonar seu animal em um canil.
Desejo que um dia alguém entre no meu trabalho e diga: ‘eu li isto e quero adotar’. Isso sim valeria a pena!”

Jazz M. Onster, responsável pela Perrera de Madrid

Com informações de Nueva Vida